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16 de jun. de 2011
Steven Tyler - Aerosmith - O roqueiro com os melhores solos de gaita (harmonica)
Tá aí um cara que tem se destacado bastante na gaita e, de uns tempos pra cá, só vem crescendo no instrumento. Steven Tylor, pra mim, é o melhor roqueiro tocador de gaita. (Dica do Gaitista Luiz Rocha via Facebook)
15 de jun. de 2011
Gaitista Corky Siegel e Orquestra Experimental de Repertório executam a obra “Street Music, A Blues Concerto no Theatro Municipal de São Paulo

Orquestra Experimental de Repertório e Corky Siegel
Regência: Jamil Maluf. Solista convidado: Corky Siegel (piano e gaita). No programa, a orquestra executa a obra “Street Music, A Blues Concerto”, de William Russo, e dois dos mais importantes poemas sinfônicos de Richard Strauss: “Don Juan” e “Till Eulenspiegel”.
Dia 19 de Junho (domingo) às 11h
Theatro Municipal de São Paulo (1580 lugares)
Praça Ramos de Azevedo, s/nº
Telefone: 3397-0300
Bilheteria: 3397-0327
SAP - Serviço de Atendimento ao Público
Preço na Bilheteria: de R$ 10,00 a R$ 40,00
5 de jun. de 2011
Pela primeira vez, uma Festa Junina é animada ao som de gaitas de boca (Harmonicas) acreditem: É algo totalmente Diferente e Divertido!
Como pode se ver no vídeo, os Harmônicos fizeram o público dançar tanto na frente do palco, quanto em meio ao aglomerado de mesas que foram poucas para as mais de 3.000 pessoas que prestigiaram o show. Muitas pareciam não acreditar no que viam e ouviam, chegaram a perguntar se era playback!
"É COMO SE TIVESSEM DIVIDIDO A SANFONA EM TRÊS!" gritou um rapaz ao passar em frete ao palco... outra hora uma senhora gritou: "ISSO É UM SHOW, UM ESPETÁCULO, DIVINO!" .
Tenham certeza que foi emocionante... pois mais uma vez os Harmônicos comprovam que a gaita toca qualquer música, em qualquer estilo, e desta vez foi um show repleto de forró da gota serena!
Geison Cezare (Bass Harp), Little Will (chord harmonica) e Marcio Scialis (chromatic harmonica).
Musicos convidados: Fábio "Azeitona" Daros (zabumba) e Pig (Triângulo).
Com um repertório especial para a festividade, os Harmônicos foram convidados pelo Colégio Visconde de Porto Seguro, no Morumbi - SP, para sua tradicional festa junina, no dia 04 de junho de 2011.
Mais de 3.000 pessoas compareceram ao evento, conferindo canções de Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Hermeto Pascoal, Valdir Azevedo entre outros notórios compositores da musica popular brasileira, com exclusivos e únicos arranjos para as gaitas dos Harmônicos.
www.harmonicos.net
www.twitter.com/harmonicos
www.youtube.com/harmonicos
30 de mai. de 2011
Chico Blues, é dono de selo independente que lança bandas brasileiras e exporta '90%' dos álbuns de Blues e de Gaitistas Brasileiros
Chico da Paraíba, do ABC e do Blues
Francisco França é Chico Blues, o dono do selo independente que lança bandas brasileiras e exporta '90%' dos álbuns
SÃO PAULO - Às cinco da manhã, entre as centenas de pessoas que se aglomeravam em frente aos portões da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, um paraibano de Carrapateiro foi escolhido para assumir o posto de "ajudante de serviços gerais" dentro do complexo industrial. Com a carteira de trabalho levantada acima da cabeça e sem nunca ter frequentado a escola, Francisco França, nascido em 1953, conseguiu o emprego no início da década de 70, poucos anos após ter chegado ao sudeste do País.
Morador do sertão da Paraíba, onde se "plantava pra comer" e hospital, água tratada ou energia elétrica não havia, Francisco veio para a região metropolitana de São Paulo com 16 anos – sem documento e capaz de escrever apenas o próprio nome e o endereço onde morava, andou até um cartório e conseguiu finalmente uma carteira de identidade (seria 'de Oliveira', mas preferiu tirar do registro "para não ficar muito longo"). O trabalho pesado na lavoura e o algodão que colheu durante a infância – feito B.B. King no Mississippi – eram passado.
O interesse pela música, porém, não mudara em nada: os sons de Waldik Soriano e Luiz Gonzaga que eventualmente ouvia no sertão se transformaram em rock'n roll no ABC paulista. Durante o período em que trabalhou na fábrica de automóveis, Chico França (Chico Rock?) recebia o suficiente para iniciar sua coleção.
"Ele era curioso, comprava tudo", conta Ana Lucia, com quem o colecionador está junto há mais de três décadas.
Os 25 anos na Volkswagen lhe renderam uma aposentadoria e tempo para se dedicar exclusivamente à música: por exercer uma função insalubre, França conseguiu se aposentar e iniciar um projeto já pensado anos antes.
Atento a novos lançamentos internacionais, sobretudo os independentes, Chico acumulou LPs e CDs nos últimos anos em que esteve na fábrica; escrevia cartas para artistas e gravadoras (em inglês, com a ajuda da cunhada) e recebia encomendas diariamente - remetente e destinatário: Chico Blues. Depois de se aprofundar nos caminhos do rock e do jazz, mudou de rumo: estava determinado a abrir uma loja de discos. "Não tinha nem o que pensar, ia me especializar só em blues". Quando enfim chegou o momento, os tempos estavam mudados. Com a queda nas vendas, os riscos de a loja não dar certo eram grandes. "Um pessoal conhecido lá da Galeria do Rock me disse que ia ser difícil. Se vender de tudo era complicado, imagina viver só de blues?!", relembra.
Em casa, a estante com sua coleção de mais de 2 mil discos de rock e blues.
SELO
Mesmo tendo abandonado a ideia, os CDs e LPs continuavam empilhados na casa onde mora, em São Bernardo do Campo. De vez em quando, levava o acervo para feiras e festivais de música – e vendia sempre mais do que imaginava. Foi em um desses eventos que resolveu considerar a sugestão de um cliente, que o questionou porque não abrir uma loja na própria residência, sem custos adicionais e problemas de deslocamento. Gostou da ideia, mas admite que não deu certo.
"O acervo estava todo parado, ocupando espaço. Aí, juntei mais três camaradas e criamos em 2003 o 'Blues Associados'", conta. Depois de pouquíssimos lançamentos, a falta de lucros e perspectivas desmontou a produtora. Chico Blues estava só. Disposto a investir, criou o próprio selo, pediu ao companheiro Yuri Prado (da Prado Blues Band) uma ajuda para criar a identidade visual da Chico Blues Records e, entre 2005 e 2006, lançou a chancela que mantém até hoje.
Além da produção executiva, Chico pensa o projeto do CD, acompanha as gravações e finaliza o processo com os músicos - "a gente faz tudo junto", diz, mesmo sem ter conhecimentos teóricos ou práticos em algum instrumento.
"A Chico Blues é mais uma forma de inserir bons trabalhos no mercado, porque a banda fazer isso sozinha é muito difícil."
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Ouça trechos de algumas músicas lançadas pelo Chico Blues Records:
Big Chico, em Blowin' Like Hell
Flávio Guimarães, em If It Ain´t Me
Prado Blues Band, em Prado's Mood
Robson Fernandes, em Sampa's Boogie
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MERCADO
"Eu diria que 90% dos meus CDs vão para o exterior." Vendidos sob encomenda (via site ou telefone), os lançamentos do selo são distribuídos, principalmente, nos Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e Bélgica. Segundo o produtor, há uma rede de contato com lojistas e distribuidores que pedem determinadas quantias de cada disco, "muito maiores do que aqui no Brasil".
Chico Blues sabe que hoje em dia o mercado de discos e CDs anda em baixa. "Não adianta ficar desesperado pra acabar com a pirataria. É balela. Eu tenho quase 20 lançamentos do Chico Blues Records, mas estão todos na internet. No máximo uma semana depois de lançados, já estão todos por aí. Não é por causa disso que vou parar."
Amigo e produtor de nomes do blues como Flávio Guimarães, Robson Fernandes e "os meninos" da Prado Blues Band, Chico afirma repetidamente que não vive de blues – vive "o blues". E completa: "Eu não ouço música o tempo todo. Se estou fazendo outra coisa, não coloco nada pra tocar. Música pra mim é como assistir a um filme. Quando vou ouvir, quero fazer só isso."
(FONTE: 30 de maio de 2011 | 6h 00 Gabriel Vituri - estadão.com.br)24 de abr. de 2011
Belas palavras do Rei Roberto sobre a gaita......
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8 de abr. de 2011
Nota de falecimento: O Mestre Gaitista, Multi-Instrumentista e amigo Geraldo Nepomuceno de Oliveira
Homenageado
Nascido em Fortaleza em 1931, Geraldo Nepomuceno de Oliveira iniciou seus estudos de música no Instituto para deficientes visuais São Rafael, em Belo Horizonte. Sua formação foi em modos eruditos, mas desde cedo ele e seus amigos alegravam os recreios tocando sambinhas e outras músicas da época.
Geraldo foi um dos integrantes do conjunto vocal Titulares do Ritmo, que durou cerca de 40 anos, sempre com a mesma formação. O grupo foi organizado em 1945 quando seus componentes, ainda estudantes, se conheceram no Instituto.
O conjunto estreou na Rádio Inconfidência em BH e foi contratado pela emissora, mas em 1948 seguiu para São Paulo, estreando na Rádio Gazeta e alcançando grande sucesso na década de 1950, quando atuou na Rádio Bandeirantes. Os Titulares tiveram também dois programas exclusivos na Tupi e Record, sendo um dos pioneiros da televisão.
Foram vários sucessos entre sambas, toadas, marchas, fox-trot e baião. Lançaram cerca de 45 discos entre as décadas de 50 e 80, acompanharam orquestras e outros artistas em gravações nacionais e internacionais, além de trabalhar em diversos jingles. Eles ganharam vários prêmios como oito Roquetes Pinto, dois Tupiniquins e um Guarani e entraram para o Guiness, o Livro dos Records, como o grupo vocal que mais gravou em estúdio.
Geraldo é multi-instrumentista. Estudou violino, toca também violão, cavaquinho, banjo, contrabaixo, flauta-doce e gaita cromática, instrumento este que se especializou e desenvolveu a técnica no fim da década de 40. Nesta época Geraldo de Oliveira era dos poucos gaitistas brasileiros que liam música escrita, e por isso tornou-se um músico muito solicitado para gravações. Com uma sonoridade sofisticada, costuma chamar a atenção de muitos ouvintes e frequentemente ouviam-se comentários do tipo “eu não sabia que a gaita podia soar tão bem”. Com a gaita Geraldo gravou várias músicas para comerciais, novelas e filmes.
Aos 76 anos de idade, Geraldo é ainda um apaixonado por música, harmonia e gaita. Ele trabalha junto às oficinas de gaitas no bairro da Lapa em São Paulo, além de escrever arranjos e ensaiar a Orquestra Paulista de Gaitas - OPG.

Muitos dos integrantes da OPG resolveram se aprofundar no mundo da música e da gaita após conhecerem o Geraldo e terem a felicidade de conviver com esse músico tão incrível, sábio e generoso.
Saber que ele é o homenageado deste ano nos trás imensa satisfação e alegria.
Obrigado aos organizadores do cd gaita-l 2007 e a todos que votaram no Geraldo!
Abraços,
Fernando Alves e Clara Machado
(Gaita-L sexta-feira, 21 de dezembro de 2007)

